Laréu (e outros devaneios…)

Tu queres é Laréu!!!

Ouvi esta frase tantas vezes que acho que já me é tão intrínseca quanto a minha conhecida perseverança ou a minha característica falta de coordenação motora, que tantas nódoas negras me valeu ao longo do vida (ainda vale, na verdade).

Será portanto justo dizer que o laréu me é intrínseco! Não me define e saberia viver sem laréu, mas não seria de todo a mesma coisa!

Não querendo alongar-me muito em descrições sobre mim, além do que já falei acima, sou mãe, quase quarentona de 2 crianças de 3 e 7 anos, a Mafalda e o Diogo e companheira do Ricardo, pai da Mafalda, também chamado de “Caco” pelo Diogo que, quando o conheceu, com apenas 1 ano de idade assim o apelidou.

Trabalho como consultora imobiliária na grande empresa que é a Remax e tenho ainda uma empresa minha de prestação de serviços. Tenho também em mim um frenesim constante que não me permite estar parada.

E sim, adoro laréu!

Adoro viajar, passear, observar, conhecer novos locais, encontrar novas pessoas,  perder-me no tempo ao ponto de achar que o mesmo não tem qualquer importância, ouvir histórias, ir a espaços novos, seja para conhecer um hotel ou restaurante diferente, ouvir boa música ou simplesmente saborear um espaço novo!

Não gosto muito de repetir sítios. Por mais que goste de um local, aprecio mais a novidade. Aquela sensação de chegar e não saber bem o que vou encontrar, deixa-me sempre em ânsias. Mas daquelas ânsias boas, que me fazem sentir que viver é muito mais do que passar pela vida ou deixar a vida passar por nós!

Antes de ser mãe tive oportunidade de passear. Mas depois tornou-se muito melhor.

Sei que há várias questões que se colocam, mas realmente nunca as considerei obstáculos.

  • E se acontece alguma coisa? Bom, na verdade sou demasiado positiva para achar que algo de mal possa acontecer (ok, aqui assumo que exagero, sou efetivamente uma “pateta alegre!”). Felizmente tenho um companheiro que prevê quase tudo, o que realmente dá algum jeito.
  • E as doenças? Doenças, incidentes, acidentes há em todo o lado. Profissionais de saúde e remédios também. Just in case, costumo viajar com mala de remédios atrás e, em alguns casos, contratar seguros de viagem.
  • Será cansativo para eles? Pois claro que é! Felizmente! Já os cansei ao ponto de dormirem 13 e 15 horas seguidas cada! Foi precisamente naquela que eles ainda hoje apelidam de “a melhor viagem de sempre”.
  • E se não gostam? Crianças gostam sempre de tempo em família e de experiências novas. Não há do que não gostar. Mas se por acaso embirrarem, há sempre a velha máxima do “vamos sim, porque a mãe já decidiu e toda a gente se vai divertir!” Garanto que resulta!
  • Ainda são muito novos, nem se vão lembrar de nada! Quero lá saber se criam memórias ou não! Quero que vivam momento felizes, que sejam cidadãos do mundo e que tenham horizontes bem abertos! Momentos felizes fazem pessoas felizes (tenham 1 ou 100 anos). Além disso, tenho sempre os milhares de fotos que tiro para mais tarde recordar!

Quanto aos outros devaneios, é mesmo uma necessidade minha.

Tenho 2 empregos muito intensos, 2 crianças bastante ativas (chamemos-lhes assim) e agora um blog! Preciso de falar (muito).

Espero que este espaço me permita isso.

O objetivo é mesmo escrever sobre o que mais amo, partilhar experiências, receber experiências (sim, também aguardo as vossas ideias para eu ir laurear a pevide em geral@lareu.blog) e simplesmente desabafar e brincar sobre o quotidiano. Enfim, tornar a vida menos pesarosa (a minha e a vossa, espero)!

Por fim, não quero deixar de mencionar dois blogs que sigo. Muitos dos locais onde fui foram inspirados por eles, sem dúvida.

https://www.viagensemiudos.pt/

https://ondeandamosduarte.com/

Só espero algum dia ter tantas viagens para contar como eles.

Ana Cruz

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