Um dia na Tapada!

Dia na Tapada merece piquenique! Começamos portanto por preparar tudo para comer por lá.

Arrancamos e em menos de nada chegamos. Desta vez, ficamos perto de casa. Não houve portanto lugar a birras nem a incontáveis “já chegamos?”.

Pelo caminho, foi impossível resistir a parar para comprar um pão com torresmos e outro com chouriço ainda quentinhos. Ainda bem que íamos andar bastante a pé!

Depois foi decidir o que fazer. O objetivo era um percurso pedestre. Claro que escolhemos o mais curto e mesmo assim já sabíamos que ia ser duro.

http://tapadademafra.pt/pt/atividade/pedestres/

O percurso azul foi o eleito, 4km e duração máxima 2h pareceram-nos exequíveis.

Mas antes, comer para ter energia. Ali mesmo, nas mesas logo à entrada, até porque nos foi recomendado não levar comida na caminhada, pois poderia atrair os animais. Os miúdos adoraram claro, comer no meio da “floresta”, embora ali a entrada ainda tenha pouco de floresta.

A pequenita foi no carro de passeio, que isto de a andar a pé durante 2h não é claramente para ela. O irmão cedo começou a queixar-se que era muito. Mas também rapidamente se esqueceu. O encanto da Tapada fê-lo esquecer-se que estava a andar a pé.

Há realmente muitas árvores. Eucaliptos, pinheiros e outras tantas que os meus fracos conhecimentos sobre flora não me permitiram identificar.

Lá íamos descobrindo pegadas e tentando descobrir de que animais seriam, pequenas tocas algumas que provavelmente até albergavam animais, outras só mesmo na imaginação dele e até observando cocós pelo caminho e imaginando de que animal seriam. Sim, que isto do cocó dos animais tem muito que se lhe diga (sugiro a todas as mães a leitura de: https://www.fnac.pt/A-Toupeira-que-Queria-Saber-Quem-lhe-Fizera-Aquilo-na-Cabeca-Werner-Holzwarth/a172922. A irmã dormia tranquilamente no carro.

Andamos e andamos sem ver animais. Por vezes, ouvíamos barulhos de agitação ali mesmo ao nosso lado, mas a vegetação impedia-nos de os ver e eles bem sabem camuflar-se.

Já na reta final, quase conformados que não íamos ver animais, eis que chegamos ao pé do forno. Eu e o meu filho, aventureiros como sempre, lá nos afastamos um pouco da zona central do percurso para tirar foto no cimo do forno.

Começamos a ouvir barulhos atrás de nós. Aproximamo-nos um pouco e lá estava uma família de javalis. Mãe e bebés, a passearem ao nosso lado. Ficamos parados, para não os assustar, só a observar. A certa altura, a mãe deitou-se e os filhotes começaram a mamar. Momento naturalmente delicioso. Ficamos estáticos, só a saborear o momento, até que ela deu por nós e se levantou bruscamente. Disse ao Diogo para se manter quieto para ela não se sentir ameaçada. Ela olhou para nós e lá deve ter concluído que não representávamos perigo. Avançou com os filhotes todos atrás.

Ficamos todos contentes, claro e lá avançamos com a esperança de mais animais. Ainda conseguimos ver os gamos, já mesmo no final do percurso, quando as pernas do Diogo já não davam para mais e já pedia para se sentar um pouco a cada 5m.

Como demoramos um pouco mais do que 2h, acabamos por não conseguir apanhar o carro elétrico que estava programado. Tivemos que esperar pelo próximo. Mas esperar aqui tem outro encanto. Lá ficamos a comer gelados e saborear o espaço, já com a Mafalda bem acordada e cheia de energia. Apanharam pedrinhas, observaram formigas, brincaram na terra até chegar o carro.

Entramos e fizemos então um percurso bem mais alargado. Na verdade, ficamos a saber que a Tapada tem 1200 hectares, estando 360 deles sob administração militar. Há, portanto, muito que ver.

Os javalis atropelavam-se à passagem do carro para apanhar comida que o guia ia deixando. Os mais velhos tinham sempre primazia e afugentavam os mais jovens com a sua típica agressividade e guinchos valentes. Os miúdos observavam abismados.

Fomos ouvindo um pouco da história do local e foi fácil perceber que em tempo fosse usado como local de lazer da corte. Na realidade, foi criada essencialmente com esse intuito e o de fornecer lenha e outros produtos, utilizados no Palácio-Convento de Mafra.

Era também utilizado com coutada real (realmente todo o local se proporciona a essa prática) e passamos pelo Pavilhão da Caça.

 

Paramos ainda no Museu dos Coches. Pequenito, mas suficiente para os miúdos ficarem surpreendidos por descobrir que nem sempre as pessoas se deslocaram em veículos motorizados e as crianças em cadeirinhas de segurança.

Terminamos assim o dia. Cansaditos, mas satisfeitos.

Sabemos que ainda haveria mais a fazer por lá, mas teve que ficar para a próxima.

Podem ver tudo aqui.  http://tapadademafra.pt/pt/.

Deixe um comentário

search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close