Conseguimos um fim de semana a dois!
Coisa rara e sempre de aproveitar.
Onde vamos nós? Desta vez, até eu queria era relaxar. Estava a acabar o mês de Maio, o mês das festas de aniversário. Tinha organizado 5. Mafalda em família. Diogo em família. Diogo no colégio. Diogo com amigos. Mafalda e Diogo com amigos próximos e família.
Nem sequer tive tempo de procurar com tempo um hotel. Pesquisamos a correr, sem grande critério e encontramos o Monte da Estrela. Na verdade, preenchia o critério principal para o meu descanso, um SPA.
A viagem ainda foi longa, cerca de 2h30 até Mourão. Partimos tarde e os nossos anfitriões tinham-nos deixado à vontade com as horas. Lá pusemos as coordenadas no GPS, por isso achávamos que íamos lá ter facilmente. Mas não. O GPS mandou-nos virar à direita num sítio que nos pareceu estranho logo de início. A meio começamos a perceber que estávamos no meio do nada numa estrada que claramente não ia ter a lado nenhum, numa escuridão imensa, apenas com a luz das estrelas (muitas por sinal).
Ligamos para o hotel e a senhora lá conseguiu perceber onde estávamos. Afinal devíamos ter virado à direita, mas mais à frente. Toca a meter marcha atrás que a estrada não permite inverter a marcha.
Bastante tempo depois, lá viramos no sítio certo. Mas a estrada continuava a ser de terra batida, escura e parecia realmente não ir ter a lado nenhum. Víamos muita vinha e oliveiras, que até indicavam estarmos no caminho certo, mas prudentemente, optamos por ligar para o hotel novamente. Com toda a paciência, lá nos disseram “não saiam daí, vamos ter convosco!”. Bons anfitriões são assim e estes demonstraram ser de topo. Passado um bocado lá estavam ao pé de nós, conduzindo-nos até ao ansiado hotel.
Receberam-nos com toda a simpatia e ainda tiveram paciência para nos mostrar o hotel apesar da hora tardia, em que claramente já não faziam nada lá, além de esperar por nós. Ainda tivemos energia para ficar um pouco no exterior a comtemplar as estrelas e permitir que aquele silêncio estranho se entranhasse em nós.
A nossa companhia era uma doce cadela, um Golden Retrivier (ou uma Scottex), que sempre que nos via por lá, aparecia para nos permitir usufruir da sua hospitalidade e doce presença.
No dia seguinte, um pequeno almoço maravilhoso. Muito para além da qualidade da comida, que por si só já era fabulosa, o que me fascinou mesmo foi o carinho, o cuidado na disposição das coisas e a simpatia e prontidão com que preparam tudo o que pedimos.
Cedo percebemos que os telefones praticamente não tinham rede. Que mais se pode pedir?
Foi apreciar a piscina, praticamente sozinhos. Continuava um silêncio estranhíssimo.

De seguida, fomos apreciar o SPA. É pequeno e funciona por reserva, embora feita de forma um pouco informal. Basicamente, dizemos que queremos ir para o SPA e garantem-nos que é só nosso por um bocadinho de tempo (o facto de apenas ter 7 quartos permite estes pequenos mimos aos hóspedes).
Estivemos lá umas 2h. Da sauna para o jacuzzi, do jacuzzi para os banhos turcos, dos banhos turcos para a espreguiçadeira e recomeça tudo novamente.
Satisfeita, mas não ainda em pleno, fui fazer uma massagem de relaxamento. Marcada assim, em cima da hora, com uma simples chamada. Tive sorte, disseram-me, nem sempre ela está disponível sem marcação prévia, o que é natural. E que sorte. Saí de lá quase sem me lembrar de todos os problemas acumulados ao longo da semana. Nesta fase, acho que já tinha mesmo desligado do mundo.
Ainda houve tempo para um passeio por Mourão e acabamos a jantar em Reguengos de Monsaraz. É estranho como o tempo sem miúdos se prolonga.
No regresso, mais uma vez nos deliciamos com o céu estrelado, um pequeno nada para quem vive no campo, mas um enorme luxo para dois citadinos.
No dia seguinte lá tivemos que partir, com a sensação de que soube a pouco. Para estadias mais prolongadas, o hotel tem várias parcerias para passeios e experiências.
http://montedaestrela.pt/parcerias/
Lá partimos, não sem antes aproveitar, mais uma vez, os espaços comuns que o monte tem, claramente propícios a simplesmente estar, sem fazer absolutamente nada, apenas apreciando a tranquilidade.
Na despedida, mais uma voltinha pelo Monte e ainda tempo para aquela frase típica de pais em fins de semana a dois “havemos de cá voltar com eles, iam gostar disto!”
