Parque dos Monges – Alcobaça

 

Estava reticente com este passeio. Fiquei com a sensação, do que já tinha lido do parque, que era mais voltado para atividades radicais como o arborismo, slide, canoagem! Ora a miúda é aventureira mas tem 3 anos que, pelo físico, mais parecem dois. O miúdo é muito radical com os amigos, mas connosco raramente “tem vontade” de fazer estas atividades. Felizmente, descobrimos que este parque tem muito mais para oferecer.

Com miúdos dorminhocos, pais dorminhocos, uma caminha tão confortável a um Domingo de manhã e um percurso de 1h30 até Alcobaça, só chegamos lá às 13h00.

Um pouco antes do parque está o restaurante Maria José. Bem cotado no Trip advisor e com um cheirinho a grelhados de fazer crescer água na boca, só tinha um pequeno defeito. Estava cheio. O senhor deu-me uma previsão pouco convicta de tempo de espera de 10m. Em uníssono, os putos começavam a berrar por comida. Tive que agradecer educadamente e voltar para o carro. Mas ficou debaixo de olho, sem dúvida.

Chegados ao parque, o restaurante não estava a funcionar. Segundo nos disseram, por ter pouca afluência de pessoas. Mas logo nos indicaram que lá dentro se comiam uns snack’s.

Feliz ou infelizmente a malta cá em casa é boa boca, marcha tudo (ou quase), por isso não havia de ser problema.

Entramos com o pack família (4 por 30,00€). Nem nos atrevemos a comprar logo à cabeça as atividades radicais. Logo se veria. Deram-nos a habitual planta do parque, mas também um mapa das atividades diárias. Muitas mesmo, praticamente de 30 em 30m, desde worhshop’s de magia, atelier de sabonetes, visita guiada à aldeia medieval, confeção de bolachas, entre tantas outras. Cedo percebemos que não nos íamos entediar.

http://www.parquedosmonges.com/visita/mapa-do-parque/

Começamos claro pela comida. Bifanas com batatas fritas e cachorro quente (também havia hambúrgueres e pizzas). Ainda perguntei por sopa e sumo de laranja natural, com esperança de introduzir ali algo saudável, mas não tive sorte. Claro nem tive coragem de dizer que não ao Ice Tea, a bebida favorita do Diogo. Se é para a desgraça que seja em grande!

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Com a barriga cheia, começamos por conhecer a aldeia medieval, ali mesmo ao lado da roulotte de comida.

Os miúdos adoraram, claro! Enfiaram-se na casinha (igreja), experimentaram os jogos e viram os instrumentos de tortura (na sua inocência não fazem ideia da sua finalidade e deixarei que assim seja, pelo menos mais algum tempo).

Logo ali também alguns dos típicos animais de quinta, que eles presentearam com tantas festas quantas as que lhes foram permitidas.

De seguida, assistimos ao workshop sobre o fluviário, terrário e lontrário.

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Eu e o Diogo ouvimos um dos “monges” falar sobre as diversas espécies (achigãn, carpa capim, carpa comum, carpa koi, peixe-gato, esturjão). A Mafalda dispersou rapidamente que isto da ictioligia não é a onda dela. Bem melhor apanhar pedrinhas do chão e tentar trepar para todo o lado, com o pai em desespero atrás dela.

Ficamos a saber, entre outras coisas, que a carpa koi nos dava muito jeito cá em casa. Dizem os orientais, na sua conhecida sapiência, que é símbolo de bom augúrio.

Mais à frente, ficamos a conhecer os cágados e as tartarugas, bem como as duas lontras, o simpático e pachorrento Pedro e a tímida Ana, que não se deu a mostrar aos visitantes. Descobri que nasci para ser lontra e dormir 16h por dia, mas os desígnios da natureza fizeram de mim mulher e mãe, impossibilitando essa tarefa (emoji a revirar olhos).

Partimos então para as atividades que os meus filhos mais gostaram. O Eco Kart e o carrocel sem moedas. Devo dizer-vos que estas atividades são pouco daddy’s friendly e chegam para cansar a pernoca.

Depois disto, estávamos claramente prontos para um gelado.

Barriga novamente cheia e toca de ir para a zona das atividades radicais. E nisto é ver a mãe em desespero “bora lá ao slide, que aquilo nem tem limite de peso (sim, perguntei primeiro, que sou aventureira mas não maluca)”, “bora para a canoa, vai ser o máximo”… Vários nãos depois lá desisti.

Conformada com o facto de ter um filho pouco radical e aventureiro e uma filha destravada, que vai a todas se a deixarem, mas ainda não tem idade (nem físico) para quase nada, lá sugeri meia amuada, uma visita pelo resto do parque.

Encontramos então as tendas. Sim, que neste parque dá para dormir e as acomodações são top! Tendas grandes e confortáveis, em cima do rio, com pequenos alpendres virados para o rio! E, ainda por cima, com a parte mais importante assegurada! Casas de banho privativas!

É o chamado glamping ou campismo com glamour, que fiquei em ânsias para experimentar numa próxima incursão ao parque.

http://www.parquedosmonges.com/alojamento-glamping/

Por este caminho delicioso e tranquilo junto ao rio, vimos um macaco, guaxinins, cangurus, alpacas, pavões, coelhos, etc. Enfim, material mais que suficiente para entreter a criançada.

Para descansar, assistimos então a um espetáculo de magia muitíssimo divertido. Aliás, devo aqui dizer que o staff de um modo geral prima pela simpatia e animação.

Claro está, tínhamos que terminar o dia nos Eco Karts para desespero das minhas pernas!

Tive muita pena mesmo de não assistir às imensas atividades que tinham disponíveis para aquele dia, mas infelizmente chegamos tarde e os meus miúdos querem sempre repetir algumas coisas até à (nossa) exaustão, o que torna tudo extremamente lento.

De qualquer forma, espaço agradável, pessoas simpáticas, muitas atividades e muito diversas. Tenham apenas atenção que o parque não está aberto o ano todo, coincidindo a sua abertura com as férias escolares.

http://www.parquedosmonges.com/

Ótimo para um dia, mas melhor ainda para quem queira lá dormir e explorar melhor. Não porque o parque em si seja grande, mas pelas atividades que tem.

Uma excelente ideia também para as escolas, permitindo até dormidas lá, em camaratas preparadas para o efeito.

A melhorar talvez a restauração. Embora a nossa bifana estivesse ótima, faz falta alguma diversidade.

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