É de aproveitar!
Só até 13 de Setembro o Palácio da Pena estará aberto ao público à noite, mas apenas à Quinta – Feira.
https://www.parquesdesintra.pt/noticias/palacio-nacional-da-pena-abre-a-noite-as-quintas-feiras/
A última vez que lá tinha ido era eu uma miúda. Tinha apenas a vaga ideia de algo que me pareceu, na minha tenra idade, enorme e majestoso.
Desta vez, não me pareceu assim tão enorme, mas continua realmente majestoso.
A noite, apesar de ser de Agosto, estava fresca e toda a serra coberta por uma neblina, que lhe imprime um misticismo muito especial (não fosse eu uma fã tão acérrima desta serra maravilhosa).
Assim que paramos, enquanto esperávamos pelo autocarro, conseguimos logo umas belas fotos.

Chegado o autocarro, fomos conduzidos, por entre curvas e solavancos até ao Palácio. Os miúdos deliraram com esta parte. Foram apenas uns minutos, mas sem cadeirinhas nem cintos tem outro gosto.
Chegados ao Palácio, logo duas aventuras. A miúda tropeçou numa pedra, caiu e mordeu o lábio na queda e o miúdo caiu e esfolou braço e joelho. Quase temi que a noite estivesse comprometida, mas eles lá se aguentaram, quais guerreiros bravos e heroicos.
Exploraram logo todas as “casinhas” do palácio, procurando afincadamente outras formas de se magoarem enquanto nós os tentávamos travar e íamos tirando pelo meio umas fotos. Lá conseguimos, a grande custo, prosseguir sem incidentes.
No interior, mais animação. A minha filha tentava passar por baixo de todas as cordas existentes, o irmão colocava questões pertinentes como “onde é que eles brincavam?”, “onde é que faziam cócó?”, “como é que os adultos cabiam naquelas camas?” e “porque eram os reis tão feios?” (deduzo que numa alusão ao seu ar austero).
Eu, por meu lado observava e fotografava tudo quanto podia. Parte de mim invejava aqueles jovens casais apetrechados de audioguias, totalmente disponíveis para absorver tudo quanto o aparelho lhes debitava.
A outra parte de mim, simplesmente adora o rebuliço destes dois seres, que não me permitem ver nada, quanto mais ouvir.
Outra parte ainda, a de dona de casa, questionava-se em surdina como raio seria limpar aquilo tudo (então a cozinha parecia um verdadeiro pesadelo cheia de tarecos) e também no quão impessoal tudo me parecia.
Terminamos a visita na esplanada do café, a comer umas belas queijadas. De dia, a vista deve ser maravilhosa, principalmente atendendo à altura e claro, à envolvência da serra. De noite, perde nesse ponto, mas ganha em misticismo e sentimentalismo.
(ou então sou eu que sou uma romântica incorrigível, das que não se quer corrigir, de forma alguma).
