Já tínhamos intenção de fazer esta visita ao Parque muito antes da sua abertura, a 09/02/2018. Fascinado como é o meu filho com dinossauros não podíamos mesmo faltar.
Escolhemos o período do Carnaval para fazer a visita, por isso levei comigo um Ninja e uma Super Heroína.
Chegados ao Parque, o estacionamento foi relativamente fácil, estando criadas boas condições nesse ponto.
Havia uma fila considerável para entrar, mas atendendo a que o parque tinha tido a sua abertura há apenas 4 dias, pareceu-nos normal. Afinal de contas, é algo único no nosso país e teria sido mais razoável aguardar um pouco para deixar desvanecer a euforia associada à inauguração. Verdade é que também nós estávamos ansiosos.

Finalmente entramos. Como já estávamos perto da hora de almoço, resolvemos ir primeiro comer antes de visitar a exposição.
Aqui tivemos um percalço. Apenas havia uma opção em termos de restauração e a fila era grande. Mas o que nunca pensamos foi que não andasse. Estava parada. Durante os cerca de 30 minutos que lá estivemos praticamente não mexeu. Crianças sentadas no chão e totalmente esfomeadas (as minhas e as dos outros). Toda a gente impaciente. Perguntei a um funcionário como fazia para sair. Resposta: “Não pode. O bilhete não permite entrar e sair.”
Semi-resignada regressei à estagnada fila. Mas era simplesmente impossível. Os meus filhos, sentados no chão, já choravam por comida. O passeio virava pesadelo. Tinha que sair, mesmo que não voltasse a entrar. Mas antes de sair pedi o livro de reclamações. Gentilmente veio um funcionário explicar que a regra existia para evitar trocas no exterior que permitissem entradas de quem não tinha pago bilhete. Entendi a explicação, mas reforcei que a restauração simplesmente não estava a funcionar como era evidente pela fila e pelo burburinho criado na mesmo e que as crianças precisavam de comer. Como tínhamos visto no site que existia restauração, fomos à confiança e não nos prevenimos.
Autorizou então a nossa saída, com possibilidade de voltar com o mesmo bilhete. E posso dizer que foi a atitude dessa funcionário que permitiu que este relato não só exista, como até manifeste uma experiência francamente positiva.
Indicou-nos um restaurante muito perto. Fomos bem recebidos e comemos bem.
Finalmente podíamos visitar o Parque de barriga cheia. E valeu tanto a pena!
Começamos pelo Museu, mas rapidamente partimos para o exterior, que era o que eles realmente ansiavam.
São 10ha, com 4 percursos correspondentes a 4 épocas distintas. É verdade que estamos habituados a estas andanças, mas realmente não nos sentimos cansados. Talvez fruto do entusiamo de quem estava sempre à espera de ver o próximo dinossauro.
Os modelos são muito realistas e fazem as delícias dos miúdos. Fizeram pelo menos dos meus. Há cenários de lutas, dinossauros bebés, mães dinossauro. Mais do que suficiente para eles estarem permanentemente entusiasmados e colocarem 1001 questões.
Fui respondendo, como pude, mas confesso que os meus conhecimentos nesta área são parcos. Na verdade, acho que o Diogo sabe mais do que eu.
Pelo meio, a Mafalda encontrou um dinossauro que entendeu que estaria constipado e com “ranhoca”. Tivemos que parar para lhe limpar o nariz, enquanto as pessoas que esperavam para tirar fotos se riam da figuras destes pobres pais.

A dimensão dos modelos expostos é realmente avassaladora e faz-nos ter noção da nossa pequenez. Mas também bastante realista.
No final, ainda uma zona de atividades, que infelizmente não conseguimos explorar devidamente, porque com a peripécia do almoço perdemos bastante tempo.
Ainda assim, o saldo é francamente positivo.
Acabou por ser um passeio muito divertido e que todos lembramos com carinho. É realmente de louvar e incentivar projetos deste género. Só podemos agradecer a quem teve a iniciativa e desejar que haja mais do género e que sejam devidamente apoiados pelas entidades competentes.
E esperar, sinceramente que tenham melhorado a restauração. Com a atenuante que fomos da primeira vaga de visitantes e certamente houve espaço para melhorias desde então.

