O que há para não gostar num Hotel do Chocolate?
https://www.fabricadochocolate.com/pt/Menu/Home.aspx
Já andávamos para fazer este passeio há imenso tempo, mas Viana do Castelo ainda fica um bocadito longe. O ano passado, pela altura do Natal e após um dia muito bem passado no Perlim (para mim a melhor feira de Natal do nosso país, mas sobre isso ainda irei falar), chegamos a Viana do Castelo, cansados e esfomeados.
Ficamos mesmo ali, pelo restaurante do hotel. Ficou um pouco aquém das expetativas, para o valor que cobram, mas com a fome com que estávamos, soube-nos que nem ginjas!
O cheiro do quarto era fabuloso, pelo menos para malta que baba com chocolate, como é o nosso caso. Tínhamos 2 pisos, um só para eles e outro só para nós.
O banho dos miúdos foi de imersão, perfumado com gel de duche de chocolate (claro).
O sono foi pesadíssimo, como seria de esperar e o pequeno almoço do dia seguinte simplesmente delicioso!
Com energia renovada, fomos então conhecer o Museu interativo da fábrica do chocolate, um espaço com cerca de 500m2, onde tivemos oportunidade de aprender, jogar e até fabricar chocolate.
Na primeira sala, temos inclusivamente uma réplica de plantação de cacaueiros e na segunda sala, visionamos um vídeo em 4D sobre a história do cacau. Na terceira e quarta salas, temos exposições interativas e jogos para os mais pequenos se irem entretendo. Para um final apoteótico, a última sala permite aos miúdos vestir uma bata e “fabricar” chocolate, que depois podem trazer de recordação.
À saída, a tradicional lojinha, com produtos alusivos ao tema e de onde trouxemos prendinhas de Natal giríssimas. Também à saída, a tradicional birra da Mafalda, que não queria sair daquele paraíso de chocolate nem por nada.
O dia estava simplesmente fabuloso e ainda tínhamos algum tempo, por isso fomos passear pela cidade. Estacionamos, andamos a pé, vimos decorações de Natal e um enquadramento paisagístico lindo, ladeado pelo Rio Lima, nascido na Galiza e que vem desaguar no Atlântico, junto a Viana do Castelo.
Terminamos o passeio no Navio-Hospital Gil Eannes.
Construído em Viana do Castelo, há mais de 60 anos, funcionou como hospital, apoiando durante décadas a frota bacalhoeira. Quando a mesma foi desativada, chegou a estar condenado ao abandono durante anos, até ser resgatado, restaurado e transformado em atração turística pela Fundação Gil Eannes.
Para os miúdos, o mais fascinante foi mesmo descobrir que se pode “viver” num navio. Estavam genuinamente surpreendidos com camas, cozinhas e objetos diversos de uso quotidiano.
A possibilidade de efetivamente manusear alguns instrumentos é sempre um atrativo que os miúdos não dispensam.
Fascinante é, também para os graúdos, perceber a quantidade de maquinaria envolvida no funcionamento de um navio desta dimensão!
A paisagem da cidade acompanhou-nos em toda a visita! E que bela companhia!
Para findar em beleza, deixamos a nossa dedicatória, assinada pelo rapaz recém entrado no ensino primário (se fosse hoje provavelmente já insistiria em escrever a versão total).

