Todos os anos visitamos estes dois parques. Escusado será dizer que adoramos ambos ou não os repetíriamos anualmente.
Já visitamos os dois também nesta nova era. E claro, há diferenças. Entre o antes e o depois e entre o funcionamento dos dois parques.
Primeiro as semelhanças. Ambos têm áreas enormes onde vivem muitas espécies animais. Ambos são no Alentejo (O Monte Selvagem é em Montemor-o-Novo e o Badoca Safari Park em Vila Nova de Santo André) e em ambos se passa um belo dia, especialmente com crianças.
Além dos animais para visitar, os dois têm atividades e locais para piquenique. No caso do Badoca há também um restaurante com vista para a Savana e no Monte Selvagem um bar, com refeições em modo snack.
Começando pelo Monte Selvagem, é, como o nome indica, o mais selvagem e, na nossa opinião, menos comercial.
Além do passeio pedestre, onde podemos ver macacos, javalis, suricatas, tartarugas, costumava ter também um passeio de trator, atualmente desativado por motivos de segurança. Não obstante, foram criados pontos de observação, à volta da zona onde se fazia este passeio, permitindo-nos ver avestruzes, zebras, lamas, entre outros animais, no seu habitat.




Tem uma quintinha, onde já vimos cabras e porcos bebés. Atualmente, infelizmente, não se pode entrar, mas podemos espreitar de fora.
Além dos animais, têm muita brincadeira para os miúdos. A única que não está a funcionar, devido ao Covid, são os escorregas tubulares.

Mas sobra muita brincadeira. Há vários pontos onde se pode “molhar” os desprevenidos que lá passam por baixo, há casinhas na árvores, um labirinto, zonas para lutas de mangueiras, baloiços, um trampolim gigante, slide, etc. Dá para nos molharmos, cansarmos e, principalmente, para nos divertirmos bastante.







É sempre um dia bem passado e tantos anos volvidos, ainda não nos fartamos de ir lá.
Resta ainda dizer que o parque tem um funcionário a pulverizar, ao longo de todo o dia, vários pontos com um produto desinfetante. Além disso, na loja, apenas entra uma família de cada vez. Há ainda diversos pontos de desinfeção e é requerido o uso de máscara em algumas zonas.
São restrições, chatas, é verdade, mas entendo perfeitamente que sejam necessárias nos tempos que vivemos e aplaudo o esforço deste parque para cumprir as regras de segurança, apesar dos custos acrescidos que naturalmente estarão a ter com isso.
Vejam aqui preços e horários:
http://monteselvagem.pt/horarios-e-precos/
O Badoca Parque optou por manter o Safari em funcionamento, podendo aí ser visitadas as espécies mais selvagens. Confesso que, embora tenha gostado de fazer o Safari, não existe aqui grande possibilidade de manter o distanciamento. Poderia eventualmente haver um pouco mais de distanciamento se deixassem uma fila de bancos vazia, mas tendo em consideração a afluência de pessoas no dia em que lá estivemos, ficariam certamente algumas de fora do Safari.
Decisões difíceis que quem gere estes locais tem de tomar. Nós fizemos o Safari, mesmo sem o distanciamento, sempre de máscara. Verificamos também que o funcionário desinfeta o trator entre passeios.




Mantém-se atividades como a alimentação dos lémures ou a apresentação de aves. Assistimos a esta última um pouco mais ao longe. À alimentação dos lémures acabamos por não assistir, por falta de tempo.


Além disso, claro pode andar-se livremente pelo parque, sentindo a natureza e vendo as várias espécies de animais, brincar nos escorregas, subir à girafa gigante, ver a ilha dos primatas, andar no baloiço gigante, entre outras diversões. O nosso preferido é mesmo o rafting, de onde saímos molhados da cabeça aos pés, mas claro, tivemos que repetir.
Vejam mais informações em https://badoca.com/.






Em suma, adoramos os dois.
Se fosse obrigada a escolher, provavelmente optaria pelo Monte Selvagem, porque sou muito fã das guerras de água e das casinhas de madeira, embora o rafting do Badoca me faça pensar duas vezes.
Em termos de protocolos de segurança achei o Monte Selvagem mais prevenido e os funcionários mais preparados. Por exemplo na zona da loja, no Badoca não havia restrições ao número de pessoas. Acabamos por ser nós próprios a fazer as nossas restrições, entrando depois de todos saírem.
De qualquer forma, como referi, são tempos difíceis de decisões difíceis, para quem tem que gerir negócios, ainda mais abertos ao público. Não sei dizer se um terá precauções exageradas ou outro terá poucas precauções. Cada um tomou as suas e eu tomei as minhas, conforme o nível de segurança que senti. Esperei o que foi preciso para entrar na loja, usei máscara mais tempo no Badoca (praticamente o dia todo), até porque tinha mais pessoas, e fomos sempre usando desinfetante entre atrações (ambos têm diversos pontos com gel desinfetante).
